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terça-feira, 8 de abril de 2014
PENSAMENTOS
Deita teus pensamentos em minhas mãos
Para que eu possa juntá-los com os meus...
em um abraço...
Apertando contra o peito a nudez...
teu corpo de menina fascina...
teu jeito de mulher incendeia...
Candeia...
lume bailarino que percorre teu corpo..
roseando-te dos seios ao púbis...
Num tatear mágico
minhas mãos percorrem enquanto você viaja no amar..
Verbo intensamente conjugado...
Carregado de tantos desejos ...
Espremidos pelos beijos...
Que te fizestes diva... musa, amante e mulher...
Lábios umedecidos no desejo de se quererem...
Na ânsia de viverem para Amar... Amar e amar...
Léo S.Bella
Terra de alguém
Terra de alguém...
Alguém que vive em ti...
Nos traços de teu sonhar,
Na tua intolerância...
Na beligerância...
De teus pesadelos...
Nos desvelos de navegar
Num mar onde as lágrimas existem...
De Alguém que tu tratas tão bem
por ser um igual..
Terra natal...
Natal de quem para ti...?
Força do que herdastes...
Verdade no que destes...
Frutos silvestres...
São todos os teus espíritos...
Luz e paz em teu átrio...
Poderoso o poder pátrio...
Defensor da indefinida face do patriota...
Em igual direito de viver...
Que luta sempre pela liberdade...
Sem importar a idade...
Léo S. Bella
Um espelho
Em meu passado residem muitas mulheres de todas as cores, de
todos os credos, de todas as raças...
Não convivem entre si, nem se conflitam, nem se ignoram...
apenas não se conhecem...
Eu as conheço...
Algumas são fortes, outras fortalecidas, outras sequer
sabem o que não querem... mas se esforçam para serem apenas mulheres...
Julga-las não é meu forte, ampara-las sim...
Entende-las é uma tarefa hercúlea, por isto as abraço para
que se sintam protegidas... sem questioná -las.
É difícil conviver com elas, pois me querem num momento que todas querem...
Quando tudo desmorona...
Quando nada mais tem sentido....
Na iminência de deixar de querer ser mulher... tornam-se
vitimas da imagem que construíram...
E, eu as ouço como posso... sem prometer, mas fazendo mudar
o jeito delas encarar a vida... encarando-as de frente e sendo apenas o
espelho...
Um espelho... capaz de ouvir todos os discursos e sorrir....
Léo S. Bella
Viver no vazio...
É estranho viver no vazio,
...vazio...
Onde sequer tem um prego para pendurar a Alma para secar...
É muito estranho quando motivo deixa de ser único e passa a não ser mais importante ...
que uma sombra que não se pode permitir aproximação...
É estranha muito estranha a sensação de finitude quando ela se torna infinita...
É estranho ... não mais que isto...
Palavras que não querem mais produzir ecos... sequer produzem sons por não mais serem faladas...
É um vazio... sem motivo...
talvez...
sem muitos motivos...
ou, porque nunca devesse existir...
Mas... ainda existo no vazio como um candelabro no meio do salão...
Feito para iluminar...
Mas que não ilumina mais...
Léo S. Bella
...vazio...
Onde sequer tem um prego para pendurar a Alma para secar...
É muito estranho quando motivo deixa de ser único e passa a não ser mais importante ...
que uma sombra que não se pode permitir aproximação...
É estranha muito estranha a sensação de finitude quando ela se torna infinita...
É estranho ... não mais que isto...
Palavras que não querem mais produzir ecos... sequer produzem sons por não mais serem faladas...
É um vazio... sem motivo...
talvez...
sem muitos motivos...
ou, porque nunca devesse existir...
Mas... ainda existo no vazio como um candelabro no meio do salão...
Feito para iluminar...
Mas que não ilumina mais...
Léo S. Bella
IDÍLIO
Idílio...
Não mais que
palavras...
Não procurei nexo em
tuas palavras...
Elas existiram como
farpas... cortantes... errantes... distantes de teu doce falar...
Eram palavras de
dor... de horror... de pavor... pelo caminhar no relento..
Vivendo um sonho
lento... de um amor violento...
Onde os gritos de
alerta apenas feriram quem queria amar...
E todas as
fotografias na única porta...
revelavam a
insegurança de querer estar em outro lugar...
Os sonhos não eram
mais que lamentos...
Alguns eram
juramentos adormecidos no silencio, pela dor...
Outros, pura
necessidade de se mostrar vivo...
Entretanto em algum
instante tudo cessou ...
Para para quem? Para a
única pessoa que te estendeu a mão...
Vestiu a verdade... reconheceu... protegeu...
Estranha porta que se
abre... em nome de uma verdade que não vive...nem sobreviveu no dia seguinte...
Coisas que passam
de um lado para o outro...
Sem significado...
Sem reinado... sem
nada para ser marcado...
O compasso simples e
renitente da musica não cantada, ecoa no
Viver o infinito é um
momento de luz....
É um momento de querer... de ir de ser...
É um momento único em
que a força da fé não está em nenhum Deus.... mas num louco e insano adeus...
sem até breve...
Assim se matam mil
flores de uma única vez...
Assim se nega às
cegas o direito de ser, sem precisar de uma única janela para ser lembrado...
As vezes, as vozes
que povoam todas as noites se calam para que a solidão possa ser sentida não
como castigo mas como um motivo para pensar em quem nunca sai do pensamento...
Tudo nasceu de
algumas palavras trocadas, não mais que palavras... porém palavras não morrem,
apenas se calam...
E caladas estarão por
não pertencerem mais a ninguém...
Apenas à solidão...
Léo S. Bella
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