Idílio...
Não mais que
palavras...
Não procurei nexo em
tuas palavras...
Elas existiram como
farpas... cortantes... errantes... distantes de teu doce falar...
Eram palavras de
dor... de horror... de pavor... pelo caminhar no relento..
Vivendo um sonho
lento... de um amor violento...
Onde os gritos de
alerta apenas feriram quem queria amar...
E todas as
fotografias na única porta...
revelavam a
insegurança de querer estar em outro lugar...
Os sonhos não eram
mais que lamentos...
Alguns eram
juramentos adormecidos no silencio, pela dor...
Outros, pura
necessidade de se mostrar vivo...
Entretanto em algum
instante tudo cessou ...
Para para quem? Para a
única pessoa que te estendeu a mão...
Vestiu a verdade... reconheceu... protegeu...
Estranha porta que se
abre... em nome de uma verdade que não vive...nem sobreviveu no dia seguinte...
Coisas que passam
de um lado para o outro...
Sem significado...
Sem reinado... sem
nada para ser marcado...
O compasso simples e
renitente da musica não cantada, ecoa no
Viver o infinito é um
momento de luz....
É um momento de querer... de ir de ser...
É um momento único em
que a força da fé não está em nenhum Deus.... mas num louco e insano adeus...
sem até breve...
Assim se matam mil
flores de uma única vez...
Assim se nega às
cegas o direito de ser, sem precisar de uma única janela para ser lembrado...
As vezes, as vozes
que povoam todas as noites se calam para que a solidão possa ser sentida não
como castigo mas como um motivo para pensar em quem nunca sai do pensamento...
Tudo nasceu de
algumas palavras trocadas, não mais que palavras... porém palavras não morrem,
apenas se calam...
E caladas estarão por
não pertencerem mais a ninguém...
Apenas à solidão...
Léo S. Bella

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