ouça a radio coruja internet

terça-feira, 8 de abril de 2014

IDÍLIO





Idílio...

Não mais que palavras...
Não procurei nexo em tuas palavras...
Elas existiram como farpas... cortantes... errantes... distantes de teu doce falar...
Eram palavras de dor... de horror... de pavor... pelo caminhar no relento..
Vivendo um sonho lento... de um amor violento...
Onde os gritos de alerta apenas feriram quem queria amar...
E todas as fotografias na única porta...
revelavam a insegurança de querer estar em outro lugar...
Os sonhos não eram mais que lamentos...
Alguns eram juramentos adormecidos no silencio, pela dor...
Outros, pura necessidade de se mostrar vivo...
Entretanto em algum instante  tudo cessou ...
Para para quem? Para a única pessoa que te estendeu a mão...
Vestiu  a verdade... reconheceu... protegeu...
Estranha porta que se abre... em nome de uma verdade que não vive...nem sobreviveu no dia seguinte...
Coisas que passam de  um lado para o outro...
Sem significado...
Sem reinado... sem nada para ser marcado...
O compasso simples e renitente da musica não cantada, ecoa no
vazio da noite infinita... tal castigo contigo...
Viver o infinito é um momento de luz....
É um momento de  querer... de ir de ser...
É um momento único em que a força da fé não está em nenhum Deus.... mas num louco e insano adeus... sem até breve...
Assim se matam mil flores de uma única vez...
Assim se nega às cegas o direito de ser, sem precisar de uma única janela para ser lembrado...
As vezes, as vozes que povoam todas as noites se calam para que a solidão possa ser sentida não como castigo mas como um motivo para pensar em quem nunca sai do pensamento...
Tudo nasceu de algumas palavras trocadas, não mais que palavras... porém palavras não morrem, apenas se calam...
E caladas estarão por não pertencerem mais a ninguém...
Apenas à solidão...
Léo S. Bella

Nenhum comentário:

Postar um comentário