O rubor não vi em
tua face ...
Encobriu-me a saudade, procurando teu olhar...
Na ânsia de querer tua voz...
Não te vi
partir...
Tu fostes a erva daninha que cuidei,
tratei... reguei...
e um dia transformou-se numa bela e
magestosa flor...
Uma flor selvagem...
Independente...
determinada a ser o que querias...
Não querias
trato... nem poda... nem um tipo de contato...
nem palavras...
Ouvistes tudo através de tua casca protetora... enquanto quisestes...
Então no
entender de proteger quem nunca poderias, virastes as costas para seguir teu
rumo... em direção ao que chamas de vida...
Foi uma partida difícil...
Sem lógica... sem
nexo, sem sexo...
Em um texto com poucas palavras...
num desabafo de ti para ti...
Há quanto
tempo aconteceu isto... não sei... não sei... não sei
Talvez o tempo seja então a única coisa
que te proteja de mim e me proteja de ti...
Uma proteção inócua,
ineficaz.. incapaz de castrar pensamentos e as vozes que ouvimos...
Mas de qualquer forma a incomunicabilidade
esta fazendo o papel dela... e talvez continue por todas as outras vidas...
Lamento apenas o rubor que não vi ...
quando não dissestes adeus...
Seria muito forte.. talvez desastroso
guardar tal imagem... seria pior que guardar segredos... pela eternidade...
Léo S. Bella

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