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quarta-feira, 9 de abril de 2014

O RUBOR QUE NÃO VI...




O rubor não vi em tua face ...
Encobriu-me  a saudade, procurando teu olhar...
Na ânsia de querer tua voz...
Não te vi partir...
Tu fostes a erva daninha que cuidei, tratei... reguei...
e um dia transformou-se numa bela e magestosa flor...
Uma flor selvagem...
Independente...
determinada a ser  o que querias...
Não querias trato... nem poda... nem um tipo de contato...
nem palavras...
Ouvistes tudo através de  tua casca protetora... enquanto quisestes...
Então no entender de proteger quem nunca poderias, virastes as costas para seguir teu rumo... em direção ao que chamas de vida...
Foi uma partida difícil...
Sem lógica... sem nexo, sem sexo...
Em um texto com poucas palavras... num desabafo de ti para ti...
Há quanto tempo aconteceu isto... não sei... não sei... não sei
mesmo...
Talvez o tempo seja então a única coisa que te proteja de mim e me proteja de ti...
Uma proteção inócua, ineficaz.. incapaz de castrar pensamentos e as vozes que ouvimos...
Mas de qualquer forma a incomunicabilidade esta fazendo o papel dela... e talvez continue por todas as outras vidas...
Lamento apenas o rubor que não vi ... quando não dissestes adeus...
Seria muito forte.. talvez desastroso guardar tal imagem... seria pior que guardar segredos... pela eternidade...

Léo S. Bella

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